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Ato em defesa da soberania nacional reĂșne entidades e movimento sociais na Faculdade de Direito da USP

  • Jul 25, 2025
  • 3 min read

O encontro foi uma resposta direta Ă s ameaças realizadas nos Ășltimos dias pelo presidente dos Estados Unidos da AmĂ©rica, Donald Trump

 

Por Vinicius Amaral e Luiza Borgli 

Imagens por Elder Oliveira

 

Ao som de gritos como “o Brasil Ă© dos Brasileiros” e “O Pix Ă© do Brasil”, aconteceu na manhĂŁ da Ășltima sexta-ferira, 25 de julho, no salĂŁo nobre da Faculdade de Direito da Universidade SĂŁo Paulo, o Ato Soberania Nacional, chamado por diversos movimentos sociais, entidades de classe e organizaçÔes da sociedade civil.

 

O encontro foi uma resposta direta Ă s ameaças realizadas nos Ășltimos dias pelo presidente dos Estados Unidos da AmĂ©rica, Donald Trump, que em carta ao presidente Lula, chegou a dizer que taxaria os produtos de importação brasileiro em 50%, uma ação que afetaria diretamente a economia de ambos os paĂ­ses.

 

O secretário de administração e finanças da Central Única dos Trabalhadores, a CUT, Douglas Izzo falou à Central de Notícias das Rádios Comunitárias sobre a importñncia da atividade e como as entidades sociais estão se organizando para defender a soberania nacional.

 

“O movimento sindical e os movimentos sociais Ă© contrĂĄrio a esse movimento bolsonarista, que Ă© um movimento entreguista de ‘lesa pĂĄtria’ e hoje estamos aqui na Faculdade de Direto no Largo SĂŁo Francisco para defender a soberania nacional, quem dĂĄ a Ășltima palavra no Brasil Ă© povo” e ainda disse “A importĂąncia do ato Ă© um recado da sociedade civil organizada ao povo brasileiro, primeiro em defesa da nossa soberania e em defesa do estado democrĂĄtico de direito”, falou Izzo.

 

O bacharel em direito e militante, Fabrizio Prado, disse à Central sobre importùncia da participação da juventude na para as mobilizaçÔes sociais e como isso é fundamental para o cotidiano e na política. 

 

“É fundamental, jĂĄ que vimos nas Ășltimas eleiçÔes que o Lula venceu por cerca de 2 milhĂ”es de votos do Bolsonaro e este nĂșmero Ă© o nĂșmero de estudantes que tiraram o titulo de eleitor em 2022. Isso representa que a luta estudantil Ă© enorme; nĂŁo sĂł no voto mas na mobilização das pessoas. É a força motriz que a juventude traz para as lutas”, disse Prado.

 

A preocupação dos impactos econĂŽmicos estĂĄ entre as maiores desde que veio a pĂșblico a carta do presidente Trump. A assessora do MinistĂ©rio da Fazenda, Ligia Toneto, para a reportagem sobre os impactos da tarifa.

 

“É difĂ­cil entender do ponto de vista econĂŽmico porque que essas tarifas fariam sentido uma vez que ao tarifar, por exemplo, o suco de laranja, que Ă© a maior parte que os Estados Unidos importa vem do Brasil, vai sĂł fazer ter escassez lĂĄ ou inflação, a carne, os pescados, a mesma coisa com o aço que jĂĄ vem sofrendo com tarifas e mesmo a Embraer que deve ser uma as empresas mais prejudicadas com isso. Ou seja, a gente tem buscado encontrar caminhos de diĂĄlogo apĂłs uma carta que jĂĄ foi enviada pelo governo brasileiro”, falou Ligia

 

Além disso, a assessora também comentou sobre os esforços que o governo  tem feito em abrir diålogos com a Casa Branca

 

“Temos tentado abrir vĂĄrias frentes de diĂĄlogo organizadas pelo vice-presidente e ministro da indĂșstria do comĂ©rcio, Geraldo Alckmin, pelo ministro Mauro Vieira do Itamaraty. O ministro Fernando Haddad tem conversado com a equipe econĂŽmica dos Estados Unidos tambĂ©m. Mas essa questĂŁo tem sido levada pelos Estados Unidos muito no Ăąmbito da Casa Branca que tem capitaneado isso porque nos parece que se trata de uma questĂŁo muito mais polĂ­tica do que a econĂŽmica”, comentou a assessora.

  

A vereadora por São Paulo do PSOL, Keit Lima, para a Central de Notícias das Rådios Comunitårias disse sobre os aprendizados que ficam após a ameaça norte-america.

 

“Acho que eu acho que a primeira lição que a gente toma como cidadĂŁos brasileiros Ă© a luta pela democracia, o fortalecimento da democracia e a soberania do nosso paĂ­s. Eu acho que algo que estĂĄ em discussĂŁo, que a gente tira como lição, Ă© que nĂŁo abrimos mĂŁo da democracia, a gente nĂŁo abre mĂŁo da soberania do nosso paĂ­s. A gente segue em defesa do Brasil e segue em defesa da luta pela vida de todos os brasileiros, porque isso afeta principalmente as pessoas pobres das nossas periferias, das nossas favelas” disse Keit.

 

O ato em defesa da soberania nacional reforça o compromisso do governo brasileiro de  defender os interesses do Brasil e do povo brasileiro. Que nenhum país tenha seus direitos atacados por outro.

A Central de NotĂ­cias da RĂĄdio Tucuruvi Ă© uma iniciativa do Projeto “Bossa Nova: das vaias aos aplausos”. Este projeto foi realizado com o apoio da 8ÂȘ Edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de RadiodifusĂŁo ComunitĂĄria Para a Cidade de SĂŁo Paulo.

 
 
 
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